PNAD 2017 aponta acesso à internet no Brasil comparável a países desenvolvidos

MCTIC promoveu seminário para discutir os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2017, que mediu o acesso à internet e o alcance da TV digital no país.
por ASCOM - publicado 25/04/2019 10h31. Última modificação 22/05/2019 09h14.

ASCOM/MCTIC

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O evento aconteceu nesta quarta-feira (24/04)

Dados do IBGE apontam que o Brasil alcançou números de acesso à internet comparáveis a países desenvolvidos. A afirmação é do diretor de Banda Larga do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Artur Coimbra, que participou nesta quarta-feira (24) do seminário “Divulgação do Módulo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2017”, em Brasília.


De acordo com a PNAD, em 2017 existiam 52,7 milhões de lares com uso de internet, o que representa 74,9% do total do país. Em 2016, esse índice era de 69,3% dos domicílios. Segundo Coimbra, o país conta com uma curva de aumento contínuo no acesso à internet puxada principalmente pelos aparelhos móveis.


“Com o resultado de 2017, o Brasil está em meio aos países desenvolvidos em relação ao acesso à internet. A comparação dos dados do IBGE com os da União Internacional de Telecomunicações (UIT) mostra que o Brasil está à frente de países como Grécia, Itália, Bulgária e próximo de Portugal e Malásia. No recorte de acesso da juventude, estamos melhor que muitos países, com acesso de 88% entre a população de 18 a 24 anos”, disse.


O principal meio de acesso à rede nos domicílios é o celular, com 98,7% de uso. Em segundo lugar vem o microcomputador, com 52,3%, e em terceiro, a televisão, que em um ano cresceu de 11,7% para 16,1%. Outro avanço importante foi o crescimento do acesso à internet nos domicílios da área rural, que passou de 33,6% para 41%, índice mais acentuado que nas áreas urbanas (de 75% para 80,1%).


PLC 79


Os dados também mostram que os lares com telefone fixo caíram de 33,6% para 31,5%, enquanto as casas que dependem unicamente desse aparelho representaram 1,7% em 2017. Para Coimbra, isso demonstra a necessidade de atualização da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) por meio do PLC 79, em tramitação no Senado.


“Hoje nossa legislação está desatualizada porque se concentra na essencialidade da telefonia fixa. Esse número de lares que dependem do fixo para se comunicar tende a zero. Na telefonia móvel, esse número está acima de 60%. Isso reforça a necessidade de atualização da LGT para que a concessão de telefonia fixa possa ser extinta e os recursos presos nesse serviço sejam redirecionados para soluções mais modernas e demandadas”, revela.


TV Digital


Segundo a pesquisa, em 2017, mais de 54 milhões de casas possuíam televisores com conversores embutidos ou adaptados que permitem o acesso ao sinal digital de TV, o que representa 79,8% dos domicílios. Em 2016, esse número foi de 71,5%. Já os domicílios sem alternativa à TV analógica caíram de 10,3% para 6,2%. A pesquisa aponta ainda que somente 3,3% dos lares do país não possuem televisão.


Para o analista de infraestrutura da Coordenação-Geral de TV Digital, Roberto Colletti, os números mostram o sucesso do programa de desligamento do sinal analógico, que completou sua primeira fase em 2018, com 1.379 municípios afetados e 130 milhões de pessoas atingidas. Segundo ele, os dados futuros do IBGE serão importantes para traçar políticas de desligamento do sinal nos outros 4.191 municípios, previstos para serem atendidos somente pela TV digital em 2023.


“A primeira fase do desligamento teve o desafio de desligar regiões com grandes populações. Agora é aproveitar as lições aprendidas e encontrar formas de levar o sinal às outras regiões. Os dados da PNAD têm vários recortes que a gente pode explorar para construir cenários regionalizados. O IBGE dispõe dessas informações e cabe a nós usar esses dados a nosso favor”, explica.


PNAD


Desde 2013, as Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios contam com parceria do MCTIC e têm medido o acesso à banda larga e à TV digital, além de levantar informações como posse de aparelhos eletrônicos, público consumidor, motivos para uso ou não da internet, entre outras informações.  Desde então, os dados têm ajudado na construção de políticas públicas para esses setores. A pesquisa foi publicada no final do ano passado. Os dados de 2018 devem ser divulgados a partir do segundo semestre.

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