Pesquisadores do Instituto Mamirauá fazem inventário da fauna de área protegida da...

por ASCOM - publicado 05/06/2017 14h21. Última modificação 28/11/2017 10h27.
Pesquisadores do Instituto Mamirauá fazem inventário da fauna de área protegida da floresta amazônica

Até 17 de junho, os pesquisadores vão levantar dados sobre espécies animais, com foco nos mamíferos terrestres de pequeno e médio porte, como morcegos e aves.

Um grupo de cientistas do Instituto Mamirauá realiza expedição na floresta para fazer o inventário de espécies da fauna e investigar a história da ocupação humana na Estação Ecológica Juami – Japurá, uma área protegida de 800 mil hectares no Amazonas. Até 17 de junho, os pesquisadores vão levantar dados sobre espécies animais, com foco nos mamíferos terrestres de pequeno e médio porte, como morcegos e aves. Já a equipe de arqueologia busca informações sobre sítios arqueológicos e outras evidências das antigas sociedades indígenas que viveram na região.

A expedição é feita em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável por criar e gerir unidades de conservação no Brasil. Desde que as instituições assinaram um termo de cooperação, três expedições científicas já foram realizadas em territórios de proteção ambiental do Amazonas.

Um dos objetivos é um diagnóstico da sociobiodiversidade na unidade de conservação. O material coletado será depositado nas coleções científicas do Instituto Mamirauá e de centros de pesquisas parceiros.

"A diversidade que estamos encontrando é incrível", afirma o pesquisador João Valsecchi, diretor técnico-científico do Mamirauá. "Em praticamente todos os grupos de animais inventariados temos novas ocorrências de espécies para a Amazônia brasileira."

Ele explica que a construção de um panorama da vida animal e vegetal, e do presente e do passado dos povos que habitam as unidades de conservação no Brasil é "importante para a gestão das áreas, para conhecer e proteger essa biodiversidade."

"Esse conhecimento, por exemplo, é uma ferramenta que pode ser usada para criar e ampliar medidas de conservação de espécies", diz o pesquisador.

Segundo ele, o material coletado nas últimas três expedições em parceria com o ICMBio já está em análise. "Estamos trabalhando também com grandes coleções regionais, como a do Museu Paraense Emílio Goeldi e do Inpa [Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia]."

Arqueologia

Segundo o arqueólogo do Mamirauá, Eduardo Kazuo, a região do rio Japurá foi explorada somente em 1950. Desde então, nenhuma outra pesquisa foi realizada. "Essa etapa de campo nos trará novos desafios e informações sobre o passado da região, permitindo testar modelos preditivos sobre a ocorrência de sítios arqueológicos", afirma.

 

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