Aumento do investimento em ciência criará um legado para combater crises, diz ministro

Ministro também atualizou parlamentares sobre as ações do MCTI em combate ao coronavírus
por ASCOM - publicado 25/06/2020 16h46. Última modificação 25/06/2020 16h49.

Najara Araujo/Câmara dos Deputados

Najara Araujo/Câmara dos Deputados

Ministro também falou sobre testes com a nitazoxanida e participação do Brasil em iniciativas internacionais

Em reunião da comissão da Câmara dos Deputados de acompanhamento às ações de combate ao coronavírus, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, defendeu que o aumento de investimentos em ciência e tecnologia vai criar um legado para o país superar crises. Segundo ele, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) é uma ferramenta que pode ser usada para essa finalidade.

“Nós já temos um sistema muito bem estabelecido de ciência, tecnologia e inovações agora sendo criado. Mas nós precisamos ter esse apoio, esse empurrão, vamos dizer assim, em termos de orçamento. E o FNDCT é uma fonte feita para isso. Esse fundo vem de recursos privados, mas ele ainda tem 90% do seu valor ainda em reserva de contingenciamento. Então, nós temos uma necessidade de ter uma liberação maior disso”, afirmou.

Na avaliação do ministro, esse investimento é um passo para desenvolver um sistema nacional de inovação e atrair investimentos privados.  “Nós vemos países como Israel, que tem 4% do PIB aplicados em desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação. É 1% do setor público, do investimento público, e são 3% do setor privado, mas para chegarmos nesse ponto, nós precisamos de um motor de partida, e para isso é preciso investimento para a pesquisa básica, que é essencial para gerar ideias e conhecimentos para a inovação, e nos sistemas de inovação das nossas startups, para ajudar essas empresas a passarem na ‘zona da morte’”, declarou.

Aos parlamentares, o ministro também apresentou as ações empreendidas pelo MCTI no combate à Covid-19, como a criação, ainda em fevereiro, da RedeVírus MCTI, um comitê de especialistas para alinhar iniciativas; a participação do país em comitês internacionais e no projeto Acelerador de Vacinas; aprovação da CTNBio de testes no Brasil com a ‘vacina de Oxford’ e os testes com a nitazoxanida, que já alcançaram 230 dos 500 voluntários necessários.

“Provavelmente, as pessoas ficam com medo de participar. Temos que lembrar o seguinte: é um medicamento já testado, está na prateleira das farmácias e é utilizado, inclusive, para crianças. Então, não tem efeito colateral, não tem nenhum risco. Até agora conseguimos cerca de 230 voluntários e precisamos de mais gente para terminar. No momento em que terminarmos, podemos ter um remédio que pode tratar o início da doença, quando começar a ter os sintomas, supondo que funcione, porque a expectativa é essa”, relatou.

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