Projeto CITinova inicia estudos para descontaminação de lixão no DF

Para Nazaré Soares, coordenadora do CITinova no âmbito da SEMA-GDF, testar experiências inovadoras em uma área tão grande como o Lixão no DF é um desafio muito importante: “Tudo que será testado aqui poderá servir de referência para vários outros locais”.
por ASCOM - publicado 02/12/2019 13h56. Última modificação 02/12/2019 17h24.

Foto: Gabriela Fonseca

Foto: Gabriela Fonseca

Márcio Rojas, coordenador geral do Clima do MCTIC, com equipe Finatec e Alessandra Andreazzi Peresa, subsecretária de Assuntos Estratégicos da SEMA, no lançamento do estudo sobre o Lixão da Estrutural, do DF.

O Lixão da Estrutural, localizado no Distrito Federal, já foi o maior lixão a céu aberto da América Latina. Agora, como parte do projeto CITinova, do Ministério da Ciência, Tenologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), do Governo do Distrito Federal, teve início a elaboração de diagnóstico de contaminação e de proposta de remediação da área.

O estudo será conduzido pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) com especialistas da Universidade de Brasília (UnB) e supervisão da SEMA. O prazo de execução é de 12 meses e orçamento de R$ 1,3 milhão.

O projeto tem o apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), e ONU Meio Ambiente como agência implementadora. O coordenador-geral do Clima do MCTIC, Márcio Rojas, destacou a importância da parceria que possibilitou a contratação dos estudos.  “Temos uma enorme expectativa de, ao final do projeto, obtermos resultados concretos que irão impactar positiva e diretamente o Parque Nacional e os cidadãos de Brasília, como eu, também filho de Brasília”, afirmou Rojas, presente no evento de lançamento, em 26 de novembro, no Salão Nobre do Palácio do Buriti, em Brasília.

Diagnóstico e remediação

O acúmulo de resíduos, durante o período de 50 a 60 anos em que o lixão operou, gerou impactos sobre os corpos hídricos que convergem para o Lago Paranoá. Foram cerca de 40 milhões de toneladas despejadas no local, em processo de deposição irregular de rejeitos em área de 200 hectares localizada na divisa com o Parque Nacional de Brasília.

Os estudos terão dois enfoques ao longo do trabalho: o diagnóstico e os testes-pilotos para a apresentação de propostas ao GDF de tecnologias mais adequadas para o efetivo controle da contaminação e remediação dos danos causados. Para isso, Eloi Guimarães Campos, coordenador técnico do estudo e professor da UnB, explicou que as ações irão se concentrar no tratamento do chorume; na fitorremediação com plantio de especies nativas e exóticas, que possam reter metais identificados no solo; e no enclausuramenteo do chorume para evitar que continue se espalhando; além do uso dos dados na elaboração do Prad. “Queremos responder perguntas ainda sem respostas, como a rota do chorume e como tratá-lo de uma forma economicamente viável”, sublinhou o professor.

Para Nazaré Soares, coordenadora do CITinova no âmbito da SEMA-GDF, testar experiências inovadoras em uma área tão grande como o Lixão no DF é um desafio muito importante: “Tudo que será testado aqui poderá servir de referência para vários outros locais”.

Participaram também do lançamento dos estudos o subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos, Jair Vieira Tannus Júnior, e a subsecretária de Assuntos Estratégicos, Alessandra Andreazzi Peresa, ambos da SEMA, a diretora do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Regina Silvério, o subsecretário de Estruturação e Gestão de Projetos da Secretaria de Projetos Especiais do GDF, Eduardo Amaral da Silveira, e pesquisadores, estudiosos e especialistas da área.

>> Com informações da Assessoria de Comunicação da SEMA-GDF

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