Vencedores do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia 2018 são premiados em Brasília

Premiação tem o objetivo de reconhecer trabalhos de pesquisa que contribuam para o desenvolvimento científico e tecnológico dos países do bloco
por ASCOM - publicado 04/11/2019 11h58. Última modificação 04/11/2019 12h10.

CGCS/MCTIC

CGCS/MCTIC

Vencedores do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia 2018 são premiados em Brasília

Em sua 14ª edição, o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia 2018 agraciou nesta quinta-feira (31), em Brasília, 11 trabalhos de pesquisa com o tema Indústria 4.0. Com participação de pesquisadores do Brasil, Uruguai e Argentina, os trabalhos propõem soluções nas áreas de agricultura, internet das coisas e computação.

O secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Julio Semeghini, afirmou que a capacidade de pesquisa do Brasil é reconhecida internacionalmente. “Por onde o Brasil passa, a gente é valorizado, procurado para que a gente possa consolidar parcerias na área da pesquisa. Nós temos uma série de riquezas no país, mas o que todo mundo se interessa é pelo cientista brasileiro, a capacidade de pesquisa e os exemplos em várias aplicações como na saúde e na área das aplicações 4.0”, disse.

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), João Luiz Filgueiras de Azevedo, a premiação contribui não só para reconhecer trabalhos relevantes, mas como uma ferramenta de transparência para a sociedade. “Premiações são relevantes porque são uma forma de fazer divulgação científica. Cada vez mais, nós que somos governo, somos cobrados a demonstrar para a sociedade o que é feito com o imposto destinado às pesquisas. Por isso, é muito importante esse aspecto da divulgação da ciência em mostrar o que é feito com esses recursos”, relatou.

O Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia foi instituído em 1997 pela Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia do Mercosul (RECyT) e busca incentivar e reconhecer pesquisadores com estudos que apresentem contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico da região, além da integração dos países do bloco. Nesta edição, foram mais de 175 trabalhos inscritos representando nove países do bloco.

A iniciativa é da RECyT, com realização do MCTIC, apoio do CNPq, do Movimento Brasil Competitivo (MBC), do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina, do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia do Paraguai e do Ministério da Educação e Cultura do Uruguai.

O secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Julio Semeghini, afirmou que a capacidade de pesquisa do Brasil é reconhecida internacionalmente. “Por onde o Brasil passa, a gente é valorizado, procurado para que a gente possa consolidar parcerias na área da pesquisa. Nós temos uma série de riquezas no país, mas o que todo mundo se interessa é pelo cientista brasileiro, a capacidade de pesquisa e os exemplos em várias aplicações como na saúde e na área das aplicações 4.0”, disse

Vencedores

O Prêmio Mercosul reconhece trabalhos em cinco categorias, que vão desde a iniciação científica, para estudantes do ensino médio e técnico, até a categoria pesquisador sênior, para cientistas a partir de 36 anos de idade, além da categoria integração, para equipes de pesquisadores com mais de um país representado. O primeiro colocado em cada modalidade recebe uma premiação em dinheiro, enquanto o segundo lugar ganha uma menção honrosa.

Na categoria Iniciação Científica, o vencedor foi Vitor Emanoel Gonçalves Pereira, do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia Fluminense, e o estudo de automatização do cultivo hidropônico usando a Internet das Coisas e os serviços em nuvem. Para o futuro, ele pretende continuar usando os conhecimentos que adquiriu para ajudar as pessoas. “Lá na escola, o ensino médio é integrado ao técnico e eu estou no último ano. Foi muito bom ganhar esse prêmio porque eu queria fazer algo especial e consegui. Meu objetivo principal para o futuro é continuar na pesquisa, utilizando os conhecimentos de forma a ajudar toda a comunidade”.

Na categoria Estudante Universitário, quem venceu foi o uruguaio Alvaro Cabrera, que finalizou este ano o curso universitário de engenharia industrial. Ele estudou as competências necessárias no setor agropecuário para a transformação 4.0 e identificou 31 habilidades necessárias para o trabalhador da área.  “A principal conclusão é que, por mais que a indústria 4.0 seja disruptiva e traga benefícios, há o desafio de capacitar os trabalhadores por meio de parcerias entre governo e empresas visando o futuro. Este é um prêmio que motiva os estudantes e pesquisadores. É uma honra ser o primeiro uruguaio a vencer nessa categoria”.

Thiago Gentil Ramires, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, foi o primeiro colocado na categoria Jovem Pesquisador. Usando um drone e uma câmera multiespectral, a pesquisa encontrou uma solução para lidar com ervas daninhas no cultivo da cana de açúcar, diminuindo o uso de defensivos.  “Hoje em dia, a indústria 4.0 é o chamativo do mercado. O potencial do Brasil na área agrícola já é conhecido por todos, é imenso. Se agregarmos conhecimento e tecnologia ainda mais no campo, acho que ninguém mais supera o Brasil”.

Na modalidade Pesquisador Sênior o agraciado foi Everton Castelão Titila, da Universidade Federal da Grande Dourados, no Mato Grosso do Sul. A solução desenvolvida por ele ajuda no combate a insetos-praga na cultura da soja, automatizando procedimentos e reduzindo custos por meio de um sistema de visão computacional, que analisa imagens de smartphones ou drones. “É muito gratificante sair do interior do Mato Grosso do Sul, onde você não está em um polo de desenvolvimento de outras regiões, competir de igual para igual e acabar tendo a premiação do projeto. É uma honra para mim e meus colegas de trabalho”.

Na categoria Integração, o vencedor foi o projeto Caninos Loucos https://caninosloucos.org, da Universidade de São Paulo, que criou um computador de placa única e sistema aberto para aplicações de Internet das Coisas e indústria 4.0. O professor Marcelo Knorich Zuffo explica que já foram mapeadas 4 mil cadeias no Brasil onde a tecnologia pode ser usada. “Nós fizemos o projeto com o Peru, mas temos placas sendo avaliadas na Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Venezuela, Colômbia, África do Sul, Ruanda, Singapura e Malásia. Vencer para nós é uma injeção de ânimo, um prêmio desses sempre anima”.

Confira as fotos da premiação em nosso Flickr

Voltar ao topo