Governo Federal garante pagamento até o fim do ano de 100% das bolsas do CNPq

Para o secretário-executivo do MCTIC, Julio Semeghini, a liberação dos recursos é um reconhecimento da importância da comunidade científica do país
por ASCOM - publicado 31/10/2019 20h49. Última modificação 31/10/2019 20h53.

CGCS / MCTIC

CGCS / MCTIC

Para o secretário-executivo do MCTIC, a garantia dos recursos traz tranquilidade aos pesquisadores bolsistas

O Ministério da Economia publicou nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União portaria em que libera recursos que garantem o pagamento de 100% das bolsas de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) até o final do ano. Ao todo, foram R$ 250 milhões destinados ao órgão: R$ 156 milhões vieram da ampliação de limite autorizada pela portaria e mais de R$ 90 milhões foram assegurados pelo PLN 41/2019 aprovado pelo Congresso Nacional.

Para o secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Julio Semeghini, a liberação dos recursos é um reconhecimento da importância da comunidade científica nacional e fruto da mobilização do MCTIC. O secretário também explica que para 2020 foi garantido o mesmo orçamento deste ano para o pagamento de bolsas.

“Significa uma vitória muito grande da comunidade científica do país. Esse foi um ano muito difícil para ser concluído, mas com apoio do Ministério da Economia e liderança do ministro Marcos Pontes, hoje a gente pode atingir 100% das bolsas. Mais do que isso, garantimos o patamar desse ano para 2020, o que nos permite assegurar as bolsas do ano que vem e dar tranquilidade para aqueles que vão apostar sua vida, seu futuro em busca de novas bolsas de pesquisa”, afirmou.

O presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras de Azevedo, destacou que são quase 80 mil bolsistas beneficiados atuando em diferentes áreas de pesquisa. Azevedo explica que o CNPq atua principalmente no fomento à produção do conhecimento científico, que está na etapa inicial da criação de tecnologias inovadoras e geradoras de riqueza.  

“Se você tirar a parte inicial da cadeia, você nunca vai chegar à inovação lá na frente. Muitas vezes não há uma associação direta entre o conhecimento científico que você está gerando agora e a riqueza adicional que vai ser gerada mais na frente. Pesquisa é definitivamente um investimento de longo prazo. Você não pode interromper a cadeia. Se você interromper, não vai ter geração de riqueza lá na frente”, ressaltou.


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