Bioeconomia não é alternativa, é o caminho, afirma pesquisador do Ibict

Em apresentação no palco 360°, da 16ª SNCT, em Brasília, pesquisador apresenta o conceito de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), que permite medir o impacto ambiental de produtos desde a extração até o descarte
por ASCOM - publicado 24/10/2019 19h15. Última modificação 24/10/2019 20h10.

CGCS / MCTIC

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Segundo pesquisador Thiago Rodrigues, Avaliação do Ciclo de Vida ajuda a apontar. por meio de indicadores. processos mais sustentáveis

A adoção da bioeconomia é um caminho sem volta, mas é necessário o uso de métricas que orientem as formas mais sustentáveis de produção. A afirmação é do pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) Thiago Rodrigues, que apresentou nesta quarta-feira (23), na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília, o conceito de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV).

“A bioeconomia é baseada nos ciclos biológicos. O que eles têm de interessante é que não existe o conceito de resíduo. Isso é algo que a gente inventou por ineficiência. A bioeconomia, na minha visão, não é uma alternativa à economia tradicional. Ela é o caminho. A gente tem que seguir esse caminho porque não tem recurso suficiente que atenda a demanda de uma população de 9 bilhões de pessoas daqui a poucos anos”, alertou.

A Avaliação do Ciclo de Vida é uma ferramenta que permite medir os recursos naturais gastos e impactos ambientais causados por um produto desde a extração da matéria prima até o descarte. Segundo Rodrigues, não existe ação humana que não gere um impacto, mas é possível medir as consequências de uma cadeia de produção e avaliar as alternativas mais sustentáveis.

Para esse objetivo, o Ibict, que é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), é o gestor do banco de dados nacional de inventários de ciclo de vida, além de atuar em parceria com empresas para promover a ACV como ferramenta para medir a sustentabilidade de produtos.

“A ideia da ACV é identificar pontos críticos no sistema produtivo de forma a tomar decisões que vão melhorar o desempenho ambiental, econômico e social dos produtos. O Brasil é um dos poucos países que tem um banco de dados nacional. Nós participamos de uma rede internacional que engloba outros bancos de dados e, graças ao trabalho que o Ibict tem feito, a gente tem um protagonismo muito forte e é referência no mundo”, diz Rodrigues.

SNCT

O tema escolhido para esta edição da SNCT é “Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”. O evento conta com milhares de atividades realizadas por todo o país, com o objetivo de popularizar a ciência e motivar crianças e jovens para a prática científica.

O evento acontece em todo o país até o dia 27 de outubro. Em Brasília, o evento principal acontece no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, com entrada gratuita.
Confira a programação da 16ª SNCT no site https://snct.mctic.gov.br/.

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