Maioria dos brasileiros mantém visão otimista em relação à ciência e tecnologia, aponta pesquisa

Levantamento ouviu 2,2 mil cidadãos entre 16 e 75 anos em todas as regiões. Desse total, 86% associa ciência e tecnologia a oportunidades e desenvolvimento.
por ASCOM - publicado 22/07/2019 17h35. Última modificação 26/07/2019 15h33.

ASCOM/MCTIC

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A divulgação do resultado da pesquisa entre CGEE/MCTIC foi feita durante a 71ª Reunião Anual da SBPC

A maioria dos brasileiros tem uma perspectiva otimista em relação às possibilidades proporcionadas pela ciência e tecnologia (C&T). É o que aponta a nova edição da Pesquisa Percepção Pública da C&T no Brasil 2019. De acordo com o levantamento, 73% da população acredita que a ciência e tecnologia trazem mais “benefícios que malefícios” ou “trazem apenas benefícios” para a sociedade, mesmo índice registrado há quatro anos. Esse e outros dados serão divulgados nesta segunda-feira (22), em Campo Grande (MS), durante a 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). 

Para realizar o estudo, que está em sua quinta edição, foram ouvidas 2,2 mil pessoas, de 16 a 75 anos de idade, residentes em todas as regiões do País. Os entrevistados acreditam que a C&T é essencial para o desenvolvimento da nação e 86% deles crêem que a pesquisa científica é preponderante para a indústria. O mesmo percentual vê a C&T como um meio para gerar mais oportunidades. 

Do total de participantes, 62% declararam ter algum nível de interesse em C&T. A lista de temas que mais atraem a atenção do brasileiro tem, na linha de frente, medicina e saúde (79% afirmaram ter interesse nesses temas) e meio ambiente (76%). O prestígio se estende aos próprios cientistas que, para 41% dos entrevistados, são considerados “pessoas inteligentes que fazem coisas úteis à humanidade”.

Para os brasileiros, os cientistas de universidades e institutos públicos de pesquisa estão entre as fontes mais confiáveis de informação com as quais se pode contar. O levantamento revelou que, em uma escala de -1 a 1, o índice de confiança dos cidadãos nessa categoria profissional é de 0,84, atrás apenas dos médicos (0,85). Em seguida, aparecem cientistas de empresas (0,46).

A maior parte da população defende, ainda, mais investimentos governamentais em C&T. De acordo com a edição de 2019 da pesquisa Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil, cerca de 90% dos cidadãos afirma que é importante aumentar ou manter os esforços do governo na área. 

 

Familiaridade 

Uma das novidades na edição de 2019 da pesquisa Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil é o levantamento sobre a familiaridade dos brasileiros com fatos ou noções elementares ligados à C&T e relacionados ao cotidiano. Os resultados demonstram alto desconhecimento a respeito de temas básicos. Por exemplo: a maioria dos participantes que afirmaram ter interesse em C&T apontaram a saúde como tema relevante. No entanto, 78% dos cidadãos que responderam à pesquisa acreditam que os antibióticos têm a finalidade de matar vírus.

O levantamento também traz um alerta sobre o desconhecimento acerca da C&T: apesar da credibilidade em universidades e pesquisadores, 90% dos entrevistados não souberam apontar o nome de algum cientista e 88% não se lembravam de nenhuma instituição de ciência, nem mesmo universidades.

 

Sobre a pesquisa

O objetivo da pesquisa é conhecer a visão, o interesse e o grau de informação da população em relação à C&T no País. Neste ano, foi realizada a quinta edição do levantamento (as demais ocorreram em 1987, 2006, 2010 e 2015). A pesquisa é resultado de uma demanda do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) ao Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). A iniciativa contou, ainda, com a colaboração da SBPC e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia. 

Com base nos resultados obtidos, é possível aprimorar ações de popularização científica e de educação em ciências, assim como contribuir com a formulação de políticas públicas. A edição de 2019 buscou, além de manter dados para fins de comparação com as pesquisas anteriores, nacionais e internacionais, agregar inovações nas formas de abordagem. O intuito é acompanhar o comportamento dos brasileiros ao longo do tempo.

A íntegra da pesquisa pode ser acessada no site www.cgee.org.br

Com informações da Assessoria de Comunicação – CGEE

 

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