Governos têm oportunidade para mitigar mudanças no clima, diz relatório do IPCC

Sumário para Formuladores de Políticas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas foi traduzido para o português pelo MCTIC
por ASCOM - publicado 11/07/2019 19h35. Última modificação 11/07/2019 20h03.

CGCS / MCTIC

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MCTIC foi o responsável pela tradução do documento para o português

Os governos ao redor do mundo possuem uma janela de oportunidade para mitigar o aquecimento global ao adotar novas políticas em áreas como energia, indústria e agricultura. Essa é umas das conclusões do “Sumário para Formuladores de Políticas do Relatório Especial do IPCC sobre o Aquecimento Global de 1,5°C”, apresentado nesta terça-feira (9) no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O MCTIC foi responsável pela tradução do documento para o português. Elaborado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC), o relatório é uma consequência da adoção das metas do Acordo de Paris. Em 2015, 195 países assinaram o compromisso de adotar ações para limitar o aquecimento global a até 2°C acima do período pré-industrial, além de manter esforços para alcançar a meta de 1,5°C.

Para a pesquisadora Thelma Krug, vice-presidente do IPCC, o mundo já observa hoje consequências atribuíveis às mudanças do clima. Além disso, a meta de 1,5°C traz menos consequências ruins para a vida na Terra, podendo ser alcançada com mudanças em políticas públicas e comportamentos, em que cada país pode compor seu portfólio de ações.

“O relatório nos mostra uma possibilidade para limitar o aquecimento a 1,5°C e que traz muito menos consequências negativas para humanos, ecossistemas e meios de sobrevivência. Há uma janela de ação possível para alcançar essa meta, embora isso requeira uma mudança grande no sistema de energia, processos industriais, agricultura, uso da terra e no comportamento humano”, afirma.

O relatório foca também nas trajetórias de emissão de gases do efeito estufa. Segundo o estudo, a meta pode ser alcançada com a redução progressiva das emissões de dióxido de carbono (CO2) até zerá-las em 2050 com a migração para tecnologias alternativas. “Quanto mais cedo a gente começar a redução de emissões em todos os setores, menos a gente vai ter que depender no futuro do uso de tecnologias mais complicadas para retirada do carbono do ambiente”, diz.

Para a vice-presidente do IPCC, o objetivo do relatório é indicar caminhos para os tomadores de decisões governamentais e apontar que caminhos que as nações devem tomar para alcançar os objetivos da Convenção do Clima.

“Os relatório do IPCC têm servido como referência para tomada de decisão quando esta precisa ser tomada com base no conhecimento científico. Nossa expectativa com o relatório é indicar as trajetórias para limitar o aquecimento e permitir aos 195 países da Convenção do Clima avaliar se o esforço que estão fazendo está sendo suficiente para alcançar a trajetória de 1,5°C até o final do século”, ressalta.

Confira a íntegra do relatório neste link.

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