Secretário-executivo do MCTIC destaca cooperação das Américas para enfrentar desafios ambientais

Julio Semeghini participou da abertura da 27ª Conferência do Instituto Interamericano para Pesquisas em Mudanças Globais, realizada em Brasília
por ASCOM - publicado 05/06/2019 22h46. Última modificação 05/06/2019 22h54.

ASCOM/MCTIC

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27ª Conferência das Partes do Instituto Interamericano para Pesquisas em Mudanças Globais - IAI

A cooperação internacional em ciência e tecnologia tem um papel fundamental no enfrentamento dos atuais desafios globais, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Julio Semeghini, na abertura da 27ª Conferência das Partes do Instituto Interamericano para Pesquisas em Mudanças Globais (IAI), nesta quarta-feira (5), em Brasília. “Os problemas ambientais e climáticos não reconhecem fronteiras e as soluções que dependem de pesquisa e desenvolvimento  não poderão florescer sem um esforço conjunto”, ressaltou.

 

O IAI apoia trabalhos de pesquisa e incentiva a formação de redes entre os cientistas de 19 países das Américas. Essas redes, de carátermultidisciplinar, investigam questões como ecossistemas, biodiversidade, uso e manejo da terra e dos recursos hídricos, variabilidade e mudanças climáticas. “A realização desta conferência no Brasil é uma sinalização clara do nosso compromisso com a pesquisa para a biodiversidade, ecossistemas, recursos hídricos, oceanos, zonas costeiras, atmosfera, espaço e clima”, frisou Julio Semeghini.

 

O secretário-executivo do MCTIC reforçou a importância do trabalho conjunto entre os países das Américas no enfrentamento de desafios. Segundo ele, novas descobertas e invenções dependem de experimentos caros e complexas infraestruturas de pesquisa, difíceis de serem custeados por um país isoladamente. “O co-financiamento e a parceria em projetos são fundamentais para termos, cada vez mais, pesquisas de maior impacto e de alta relevância.”

 

Julio Semeghini destacou algumas das iniciativas do MCTIC para garantir o fortalecimento das pesquisas em mudanças ambientais globais. Ele citou, entre outras ações, o apoio ao sensoriamento remoto para combate ao desmatamento, queimadas e incêndios florestais; os investimentos no desenvolvimento e aperfeiçoamento de modelos climáticos e modelos do sistema terrestre e marinho para a realização de simulações, previsões e projeções; e o fortalecimento do sistema de monitoramento e previsão do risco de desastres naturais.

 

Intercâmbio


A 27ª Conferência das Partes do IAI, realizada até quinta-feira (6), em Brasília, conta com a participação de representantes de diversos países. O IAI foi criado em 1992 com o objetivo de buscar a excelência científica, a cooperação internacional e o intercâmbio de informação científica para melhor compreender os fenômenos das mudanças globais e suas implicações socioeconômicas. Atualmente, o Instituto conta com a participação de 19 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

 

O atual programa de redes de pesquisa, iniciado em 2013 com término previsto para 2019, está financiando nove projetos para estudar os fenômenos de mudanças globais em seu contexto social, por meio da cooperação multinacional.

O secretário Julio Semeghini representou o ministro Marcos Pontes durante a conferência

 

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