Lançada Unidade Virtual da Plataforma NutriSSAN

“Rota dos Butiazais” foi projeto escolhido para ser apresentado
por ASCOM - publicado 11/06/2019 11h45. Última modificação 11/06/2019 11h50.

ASCOM/MCTIC

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Destaque

O Departamento de Programas de Desenvolvimento Científico do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, através da Coordenação-Geral de Bioeconomia, realizou o “Lançamento das Unidades Virtuais da Plataforma NutriSSAN”. O projeto “Rota dos Butiazais” foi o escolhido para ser apresentado, na reunião que aconteceu na terça-feira (4), por fazer parte das iniciativas que buscam a segurança alimentar e nutricional com base na biodiversidade brasileira.

O MCTIC é um dos parceiros e incentivadores da Plataforma, que tem como objetivo promover a interação virtual e cooperação em rede, e se incorpora às estratégias de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. A NutriSSAN é uma plataforma tecnológica de comunicação que serve como ferramenta de apoio na articulação e integração entre pesquisadores, extensionistas, estudantes e sociedade.

A pesquisadora da Embrapa Rosa Lia Barbieri, presente na reunião, explicou que a base da pesquisa é para conhecer as potencialidades do butiá na biodiversidade brasileira. O butiá é uma espécie de palmeira nativa da América do Sul e, de acordo com a pesquisadora produz frutos comestíveis com alto teor de vitaminas, compostos antioxidantes, elevado teor de potássio, ferro e magnésio. “Além do consumo in natura desses frutos, eles podem ser utilizados para produzir bebidas e alimentos. Geleia, sorvete, picolé, bolos, tortas, inclusive, pratos salgados, como risotos, lasanhas, bebidas como suco, licores, e no sul, a cachaça com butiá, com frutos de butiá dentro das garrafas”, ressalta a pesquisadora da Embrapa.

A “Rota dos Butiazais” é uma grande rede que conecta pessoas com foco na conservação e uso sustentável da biodiversidade associada a essas populações de palmeiras. São 21 espécies de butiá que ocorrem no Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai, e no cerrado são popularmente chamados de “coquinho azedo”.

Para Elaine Pasquim, da Coordenação-Geral de Bioeconomia do MCTIC, o lançamento dessas estruturas de salas para reuniões virtuais temáticas facilitam o diálogo entre instituições do Brasil e do exterior. “É uma construção conjunta do conhecimento baseada na utilização de comunicação criativa na plataforma, a partir das experiências que já temos”, disse.

A representante do projeto considera que a “Rota dos Butiazais” busca estimular e avançar no conhecimento e na pesquisa, e ao mesmo tempo estabelece o uso sustentável, sempre dentro dos critérios de sustentabilidade, levando em consideração a construção ambiental, a geração de renda, e a inclusão social. A pesquisa acerca do butiá conta com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPQ. 

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