Brasil precisa motivar os jovens a seguir as carreiras científicas, afirma ministro

Programa Ciência na Escola é uma parceria entre MCTIC e MEC para inserir a ciência na rotina dos estudantes e aprimorar a formação de professores. 
por ASCOM - publicado 14/02/2019 10h22. Última modificação 14/02/2019 16h56.

null

null

O programa Ciência na Escola faz parte da Agenda de 100 Dias do Governo Federal e vai inserir a ciência e a tecnologia no cotidiano dos estudantes. Foto: Ascom/MCTIC

O conhecimento é a ferramenta mais importante para gerar riquezas para o país e melhorar a qualidade de vida da população. A frase é do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Astronauta Marcos Pontes, que apresentou nesta quarta-feira (13) o programa Ciência na Escola, uma iniciativa do MCTIC em parceria com o MEC – Ministério da Educação para promover o ensino de ciências nas escolas de ensino fundamental e médio com a participação de pesquisadores, universidades e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT).

No encontro com jornalistas e jovens medalhistas da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), Pontes lembrou que os países desenvolvidos aumentam seus investimentos em ciência e tecnologia nos momentos de crise. “Porque a ciência e a tecnologia são decisivas para gerar inovação e produzir riquezas”, explicou o ministro.

É por isso, segundo ele, que o Brasil precisa motivar os jovens a seguir as carreiras científicas e tecnológicas. “Queremos formar jovens brilhantes como vocês”, disse Marcos Pontes aos estudantes que tiveram um grande desempenho nas olimpíadas internacionais de astronomia, astrofísica e astronáutica, realizadas no Paraguai e na China em 2018.

O programa Ciência na Escola faz parte da Agenda de 100 Dias do Governo Federal e vai inserir a ciência e a tecnologia no cotidiano dos estudantes, aprimorar o trabalho dos professores para o ensino de ciências em sala de aula e revelar talentos nas Olimpíadas Nacionais de Ciências. Entre as estratégias do programa, está o compartilhamento de laboratórios e infraestrutura de pesquisa de universidades e Instituições de Ciência e Tecnologia para atividades pedagógicas dos estudantes.

De acordo com o secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do MCTIC, Marcelo Morales, também faz parte do Ciência na Escola o programa de especialização à distância “Ciência é Dez”, que será oferecido a professores. Ainda serão lançados dois editais para receber projetos de universidades e ICTs para serem implementados nas escolas e para pesquisadores desenvolverem estudos sobre a relação ensino-aprendizagem, novas tecnologias educacionais, melhorias no ambiente escolar, entre outras linhas de pesquisa.

“O nosso desafio é estimular a ciência desde a educação básica até o pesquisador. E o estímulo à ciência na escola deve acontecer não só fazendo com que as crianças façam experimentos e também aprimorando a formação dos professores”, ressaltou Morales.

Dessalinização

O ministro Marcos Pontes também falou sobre a segunda ação do MCTIC para os 100 dias de governo, que é o levantamento de tecnologias de dessalinização e tratamento de água para o semiárido. As soluções serão analisadas pelo CTTD – Centro de Testes de Tecnologias de Dessalinização, que está sendo implantado em Campina Grande (PB). Segundo o ministro, o centro de testes terá condições de atender a todos os níveis de tecnologia, desde a concepção da ideia até a sua aplicação, segundo escala de desenvolvimento tecnológico da Nasa.

“Nosso intuito é ter a infraestrutura pronta para fazer os primeiros testes com equipamentos nacionais e internacionais de dessalinização dentro dos primeiros 100 dias de governo. E vamos ter condições de trabalhar com diferentes tecnologias, equipamentos e, principalmente, estágios de desenvolvimento. Por isso, convidamos todos a enviarem seus projetos para que possamos construir o banco de dados em tecnologias de dessalinização”, reforçou.

O cadastro pode ser feito no site do MCTIC até o dia 18 de fevereiro.

Voltar ao topo