SGDC deixará legado de transformação para milhões de brasileiros, afirma ministro

Gilberto Kassab participou, ao lado do presidente Michel Temer, da entrega da infraestrutura operacional do Centro de Operações Espaciais Principal, em Brasília.
por ASCOM - publicado 17/12/2018 16h35. Última modificação 22/05/2019 09h05.
SGDC deixará legado de transformação para milhões de brasileiros, afirma ministro

Autoridades descerram placa relativa à inauguração do COPE-P. Foto: Ascom/MCTIC

O presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, inauguraram nesta segunda-feira (17), em Brasília, a infraestrutura operacional do Centro de Operações Espaciais Principal (COPE-P), que vai receber os dados e monitorar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Também participaram da cerimônia o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, e representantes da Telebras e das Forças Armadas.

Kassab relatou o impacto do SGDC para as comunidades que ainda não têm acesso à banda larga, lembrando a visita a Pacaraima (RR), cidade que recebeu o primeiro ponto de distribuição de internet da banda Ka do satélite. “Havia várias crianças com smartphones e, quando tiveram acesso à internet, passaram a compartilhar imagens e a acessar conteúdos. Pela alegria delas, parecia que estavam recebendo um presente de Natal. É importante que o Brasil conheça a repercussão e os resultados que esse projeto terá a partir de agora em ações civis e militares, associadas também a operações de segurança. Esse projeto nos permitirá, em alguns meses, levar banda larga de qualidade para qualquer escola pública do Brasil, além de todos os equipamentos governamentais. Vamos transformar a realidade de milhões de cidadãos por todo o nosso país”, disse o ministro.

Segundo o presidente Michel Temer, a entrega desta etapa das obras do COPE-P reproduz o sucesso do SGDC. “Esse é o ápice da modernização do nosso país. É o coroamento de um trabalho extraordinário produzido pelo MCTIC, pelo Ministério da Defesa, pela Telebras e por todo aqueles que se dedicaram ao programa SGDC. Hoje, fixo em definitivo a ideia de que nosso país já está no século 21. Saiu do analógico e foi para o digital”, destacou.

O Centro de Operações Espaciais Principal é um conjunto de edificações construídas de forma a se tornar um complexo sustentável com aproveitamento de água e geração de energia solar. A estrutura servirá para operar e monitorar o SGDC. O COPE-P foi construído na Ala 1 da Força Aérea Brasileira (FAB), em Brasília, e atuará em coordenação com o Centro de Operações Espaciais Secundário (COPE-S), do Rio de Janeiro. Caso haja alguma falha na operação do SGDC pelo COPE de Brasília, a outra unidade fica encarregada de operar e receber dados do satélite.

A infraestrutura lembra o formato de um satélite e já conta com a antena principal posicionada em local definitivo. A estrutura contempla um “bunker” para acomodação da área de data center,com resistência contra choques balísticos, situações de ataque ou imprevistos da natureza. São 14 mil m² de área construída, sendo 4,5 mil m² destinados à parte técnico-operacional, que abriga os equipamentos satelitais já em operação. Há ainda a área administrativa, que está prevista para ser inaugurada em 2019. Toda a obra está orçada em cerca de R$ 200 milhões.

Construído para servir como centro de controle e com a disponibilidade de atender diversos satélites geoestacionários e de baixa órbita, o COPE-P servirá como referência nacional e internacional, pela complexidade e modernidade de suas instalações.

“O programa SGDC é resultado do esforço conjunto de várias frentes. O programa contará com três satélites geoestacionários e mais 20 satélites de pequeno porte para aplicações específicas de monitoramento, segurança e controle em áreas estratégicas do país. Por isso, já criamos nosso centro preparado não apenas para o SGDC-1, mas também o SGDC-2 e o SGDC-3, que, com certeza, serão maiores do que os atuais satélites em termos de capacidade. Isso é importante, porque temos todas as infraestruturas com redundância para garantir a comunicação”, observou o presidente da Telebras, Jarbas Valente.

O satélite

O SGDC é o primeiro equipamento geoestacionário de propriedade do governo brasileiro. Fruto de uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, recebeu R$ 3 bilhões em investimentos. Adquirido pela Telebras, conta com uma banda Ka, utilizada para as comunicações estratégicas do governo e a ampliação do acesso à banda larga em todo o país, além de uma banda X, que corresponde a 30% da capacidade do equipamento, de uso exclusivo das Forças Armadas.

“Só uma visão do espaço pode nos dar consciência situacional. São recursos chave para planejamentos e decisões de alto nível nos diferentes campos do poder. Assegurar ao Brasil a autonomia de produção, lançamento, operação e reposição de sistemas espaciais é imprescindível. Com o lançamento do SGDC-1, a capacidade de fornecimento da banda X mais que dobrou, além de garantir comunicações seguras e soberanas. Essas novas possibilidades permitiram o incremento da interoperabilidade entre as Forças Armadas em áreas de nosso interesse”, disse o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna.

Com 5,8 toneladas e 7 metros de altura, o SGDC foi lançado ao espaço em 4 de maio de 2017, a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Ele está posicionado a 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Tem capacidade de operação de 18 anos.

Gateways

Além dos Centros de Operações Espaciais, o SGDC possui cinco gateways, que são estações que fazem a interconexão entre o satélite e os clientes. São transmissoras do segmento terrestre do SGDC, assim como os COPEs de Brasília e do Rio de Janeiro. Cada unidade recebe transmissões do SGDC, processa chamadas e faz o tráfego de dados para a rede terrestre apropriada.

As estações estão aptas a operar 24 horas por dia, à disposição do SGDC e estão instaladas em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).

O sistema do SGDC conta também com oito Estações CMD – Carrier Monitoring System (Sistema de Monitoramento de Tráfego, em português), espalhadas por locais estratégicos do território nacional, que estão sendo concluídas e com equipamentos instalados. Elas servem para realizar a telemetria do SGDC.

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