Internet está presente em três de cada quatro domicílios brasileiros

É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), realizada em 2017 pelo IBGE sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).
por ASCOM - publicado 20/12/2018 10h29. Última modificação 22/05/2019 09h05.

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Índice de residência com acesso à internet saltou de 69,3% para 74,9% entre 2016 e 2017. Foto: Reprodução da Internet

O acesso à internet está presente em 74,9% dos domicílios brasileiros, o que representa 52 milhões de residências. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), realizada em 2017 sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual cresceu em relação a 2016, quando esse índice era de 69,3%.

“Isso significa que ter acesso à internet deixou de ser um desafio para a grande maioria da população”, aponta o diretor de Banda Larga do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Artur Coimbra.

Segundo ele, o resultado também mostra que o Brasil se aproxima do pelotão de elite de países do mundo, em termos de índice de residências que utilizam a rede. “Na Europa, esse percentual varia de 75% a 80% de domicílios. O Brasil se afastou definitivamente da média dos países em desenvolvimento.”

O uso da internet nos domicílios da zona rural cresceu de forma mais acentuada que na área urbana, onde passou de 75%, em 2016, para 80,1%, em 2017. Já na área rural, subiu de 33,6% para 41%.

Para o diretor de Banda Larga do MCTIC, o crescimento do acesso à internet  na zona rural merece destaque. "Isso é reflexo da maior oferta de conexão satelital. Já temos satélites em banda Ka prestando serviço no Brasil, e os acessos na área rural vão aumentar de forma expressiva quando o satélite geoestacionário estiver operando em sua capacidade plena”, afirma Artur Coimbra. 

Equipamentos

Entre os equipamentos utilizados para acessar a internet nas residências, o telefone celular continua sendo o mais usado (98,7%). Em seguida está o microcomputador, utilizado em 52,3% das residências. O resultado revela um declínio no uso do microcomputador e do tablet (15,5%). Já a televisão foi usada para acessar a internet em 16,1% dos domicílios, percentual maior do que em 2016.

Para o acesso à rede, houve crescimento tanto da banda larga móvel quanto da banda fixa nos domicílios. A maioria dos usuários (78,5%) utilizou a banda larga móvel (3G ou 4G).  Já o percentual que usou a banda larga fixa subiu de 71,4% para 73,5%.  A parcela que utilizava conexão discada mostrou-se irrelevante, apenas 0,4%, em 2017.

Sem internet

Nos 17,6 milhões de domicílios do Brasil em que não havia utilização da internet em 2017, os motivos que mais se destacaram foram: falta de interesse em acessar a rede (34,9%); o serviço de acesso à internet era caro (28,7%); nenhum morador sabia usar a internet (22%); serviço não disponível em 7,5% das residências; e equipamento para acessar a internet caro em 3,7% dos lares.

“Quanto mais próximo de 100%, mais difícil fica agregar novos domicílios”, aponta Artur Coimbra.

Para ele, a inclusão dos domicílios sem acesso à internet esbarra em alguns desafios. Um deles é que, mesmo com a rede disponível, muitas vezes a residência não tem renda para pagar pelo acesso. “Nesse caso, o que teria de ser feito é uma espécie de tarifa social para garantir o acesso do usuário.”

Cerca de 70% da população brasileira utiliza a internet

O uso da internet cresceu no país e alcança 69,9% da população com 10 anos ou mais de idade, o que representa 126 milhões de pessoas, aponta a Pnad TIC 2017.  O uso da rede avançou na comparação com 2016, quando o índice foi de 64,7%. A pesquisa apurou a utilização da internet pelo menos uma vez nos 90 dias que antecederam o levantamento nos domicílios pesquisados ao longo do último trimestre de 2017.

O diretor de Banda Larga do MCTIC, Artur Coimbra, ressalta que a política de telecomunicações do governo federal resultou no aumento da oferta dos serviços de 3G e 4G de telefonia móvel, contribuindo para a ampliação do acesso à internet. “A política de espectro, os leilões de radiofrequência e a limpeza da faixa de 700 MHz são os grandes vetores desse crescimento. A maior contribuição do poder público tem sido essa.”

De acordo com o levantamento, o telefone celular é o principal meio usado para acessar a rede. O percentual de quem usa o aparelho aumentou para de 94,6% para 97%, equivalente a 175 milhões de pessoas. O segundo equipamento mais empregado foi o microcomputador, por 56,6%, índice menor do que em 2016, de 63,7%. A utilização da televisão cresceu para 16,3%, enquanto a do tablet diminuiu para 14,3%.

Entre as faixas etárias, o acesso à internet foi crescente nos grupos mais jovens. A maior utilização da rede está no grupo de 20 a 24 anos (88,4%). Esse índice diminui à medida que a idade aumenta. O menor percentual é de 31,1%, entre os usuários com 60 anos ou mais. O levantamento mostra que a adesão à tecnologia é mais rápida entre os jovens, mas a utilização da internet vem crescendo em todos os grupos etários, de ambos os sexos.

Finalidades

Enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail foi a principal finalidade do acesso à internet para 95,5% das pessoas. No entanto, o serviço que mais cresceu na preferência do usuário foi conversar por chamada de voz ou vídeo, que passou de 73,3% em 2016 para 83,8% em 2017. Utilizar a internet para assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes, também subiu para 81,8%. O uso da rede para enviar e receber e-mail foi o único que apresentou declínio de 2016 (69,3%) para 2017 (66,1%).

141 milhões têm telefone celular

De acordo com a pesquisa Pnad TIC, 141 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade (78,2%) tinham um telefone celular para uso pessoal em 2017. O índice varia de acordo com a região. Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a parcela das pessoas que possuíam o aparelho ultrapassou 80%, mas ainda não alcançou 70% nas regiões Norte e Nordeste.

O índice de pessoas que tinham telefone celular cresce de acordo com o nível de formação, atingindo 97,5% entre aqueles com nível superior completo. Na área urbana do país, o percentual de pessoas com telefone móvel alcançou 81,9%, enquanto, em área rural, ficou em 55,8%.

Um contingente de 39,4 milhões de pessoas (21,8%) não possuía aparelho celular em 2017. Entre os motivos, 25,7% alegaram que o aparelho era caro; 23,2% que costumavam usar o telefone celular de outra pessoa; 21,3% que tinham falta de interesse em ter telefone móvel; e 19,4% que não sabiam usar o aparelho.

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