Acesso ao sinal de TV digital atinge 79,8% das residências do país

Segundo a Pnad, acesso à TV aberta por meio do sinal analógico está em processo gradual de extinção.
por ASCOM - publicado 28/12/2018 18h02. Última modificação 22/05/2019 09h05.

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De 2016 para 2017, o número de residências com aparelho de televisão com conversor (integrado ou adaptado) para receber o sinal digital cresceu em todas as regiões. Foto: Reprodução da Internet

O índice de domicílios brasileiros preparados para receber o sinal digital de televisão aberta chegou a 79,8% em 2017, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Esse percentual representa 54 milhões de residências. Em 2016, esse índice estava em 71,5%. Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (20).

O aumento expressivo do número de residências prontas para o sinal digital revela que o acesso à TV aberta por meio do sinal analógico está em processo gradual de extinção. De 2016 para 2017, o número de residências com aparelho de televisão com conversor (integrado ou adaptado) para receber o sinal digital cresceu em todas as regiões, passando de 75,5% para 83,6% nas áreas urbanas e de 45,0% para 53,5% nas áreas rurais do país.

Para o coordenador-geral de TV Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), William Zambelli, a implantação do Sistema Brasileiro de TV Digital contribui para o crescimento desse índice. “A credibilidade de todo o processo e a divulgação sobre os benefícios da TV digital incentivam a população. Quando a população vê o desligamento acontecendo com sucesso, isso se transforma em uma onda e estimula as pessoas a se prepararem para receber um sinal de televisão com mais qualidade e de forma gratuita.”

A pesquisa revela que diminuiu para 6,2% o índice de domicílios no país que não possuem conversor digital e ficarão sem acesso aos canais da TV aberta quando sinal analógico for desligado. Esse percentual é maior nas regiões Norte (11,3%) e Nordeste (8,1%).

Tela fina

De 2016 para 2017, passou de 45 milhões para 49 milhões o total de domicílios com televisão de tela fina no Brasil. Por outro lado, o número de domicílios com televisão de tubo caiu de 31 milhões para 27 milhões. Em termos percentuais, a parcela que tinha televisão de tela fina subiu de 65% para 69,7%, enquanto a que tinha televisão de tubo caiu de 44,9% para 38,9%. Esse movimento foi constatado em todas as regiões do país.   

De acordo com o coordenador-geral de TV Digital do MCTIC, uma portaria interministerial do governo federal, publicada em 2011, passou a estimular os fabricantes de TV, por meio de incentivo fiscal, a produzir aparelhos já com o conversor digital embutido. “Isso foi muito bom para o processo de digitalização da TV porque as pessoas fizeram uma transição natural dos sistemas, a partir da compra de um novo aparelho.”

Recepção do sinal

Em relação às tecnologias de recepção do sinal de televisão, houve uma pequena redução no acesso por meio de TV por assinatura e também por meio de TV parabólica. O serviço de televisão por assinatura era utilizado em 32,8% dos domicílios com televisão em 2017, pouco abaixo do resultado encontrado em 2016 (33,7%). Já a recepção por antena parabólica recuou de 34,8% para 32,5% no mesmo período. 

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