Cooperação científica entre Brasil e União Europeia deve ser reforçada nos próximos anos

Países europeus preparam novo plano de investimentos, que deve destinar 100 bilhões de euros até 2027 em ciência e tecnologia.
por ASCOM - publicado 11/10/2018 10h36. Última modificação 11/10/2018 10h43.
Cooperação científica entre Brasil e União Europeia deve ser reforçada nos próximos anos

Parceria com o Brasil é considerada estratégia pela União Europeia. Foto: Ascom/MCTIC

Brasil e União Europeia mantém uma cooperação produtiva em diversos setores científicos e as oportunidades devem aumentar a partir de 2020 com o novo plano de investimentos da UE. No seminário “Horizontes da cooperação em pesquisa e inovação entre o Brasil e a União Europeia”, realizada nesta quarta-feira (10), em Brasília, o ministro conselheiro da União Europeia no Brasil, Alejandro Zurita, descreveu as principais iniciativas do plano atual, o Horizonte 2020, e os acordos que envolvem instituições brasileiras, como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

A partir de 2021, entra em vigor um novo plano, o Horizonte Europa, que deve investir 100 bilhões de euros até 2027 em ciência e tecnologia, com muitas oportunidades para pesquisadores nacionais. Os pilares da iniciativa são ciência aberta, desafios globais e competitividade industrial e inovação aberta.

“Ciência e tecnologia é a nossa terceira maior política em termos de orçamento e a parceria entre Brasil e União Europeia é uma das nossas prioridades estratégicas. Temos dois acordos governamentais de cooperação e atividades bilaterais em áreas muito diversas como Tecnologias da Informação e Comunicação, infraestrutura, saúde, inovação. É uma parceria proveitosa para as duas partes”, afirmou Zurita.

Na opinião do chefe da Assessoria Internacional do MCTIC, ministro Luís Felipe Fortuna, a parceria tem dado frutos na área de pesquisa de ponta.  “O Brasil tradicionalmente manda para o exterior um número considerável de estudantes que se concentram em países da UE. É uma relação que se expande cada vez mais e se concentra em áreas de pesquisa de ponta. Não há uma área de concentração, indo da nanotecnologia ao setor espacial. E a gente prefere que seja assim: uma cooperação forte e diversificada”, disse.

Um caso de sucesso foi apresentado pelo coordenador-geral de Oceano, Antártica e Geociências do MCTIC, Andrei Polejack. Em 2017, foi assinada a Declaração de Belém por Brasil, África do Sul e União Europeia para cooperação na investigação do Oceano Atlântico. Com apoio da UE, foi possível levar à frente pesquisas nacionais nas áreas de mudanças climáticas e biodiversidade.

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