Pesquisadores defendem que moradores participem de planos de prevenção de desastres

Para pesquisadores do Cemaden, população deve conhecer os riscos e  vulnerabilidades e participar de ações de contingência para diminuir os impactos dos desastres. 
por ASCOM - publicado 13/09/2018 11h06. Última modificação 13/09/2018 16h38.
Pesquisadores defendem que moradores participem de planos de prevenção de desastres

Segundo pesquisadores, interação com a comunidade pode prevenir danos maiores decorrentes de desastres naturais. Foto: Cemaden

Pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) defendem a participação da população que vive em áreas de risco nos planos de prevenção e nas ações de contingência para diminuir os impactos de desastres naturais, como enxurradas e deslizamentos de terra. Em artigo publicado numa revista científica, os pesquisadores afirmam que os sistemas de alerta devem ser estruturados em torno de quatro eixos fundamentais: conhecimento de riscos, monitoramento, comunicação e capacidade de resposta.

“As pessoas deveriam ter acesso à informação, conhecer os riscos e as vulnerabilidades, bem como a participar nos planos e ações de contingência, para evitar ou diminuir os impactos dos desastres”, ressalta o pesquisador Victor Marchezini, do Cemaden.

Ele explica que a Organização das Nações Unidas (ONU) define sistema de alerta como um conjunto de capacidades necessárias para gerar e disseminar, em tempo hábil e de forma compreensível, as informações à população para reduzir a possibilidade de danos e perdas.

Já a pesquisadora Luciana Londe lembra que, para construir sistemas de alerta centrados nas pessoas, é necessário conhecer os diferentes grupos sociais que compõem o sistema, suas vulnerabilidades e capacidades. Isso inclui informações sobre gênero, idade, capacidades de locomoção, entre outras. “Além disso, é importante o processo de reconhecimento e valorização de identidade institucional dos agentes de Defesa Civil e as representações e práticas de gestores com relação aos riscos”, acrescenta.

O pesquisador Victor Marchezini também destaca a participação dos indivíduos nas decisões dos planos de contingência. “Terconhecimento da existência da Defesa Civil em seu munícipio, participar da formulação e execução de planos de contingência, de simulados de desocupação emergencial, noções de primeiros socorros, de resgate de sobreviventes, montagem de abrigos provisórios, conhecimentos sobre prevenção de riscos de desastres nas comunidades e escolas são alguns exemplos de ações de envolvimento e participação ativa do público, em trabalho conjunto com as defesas civis”.

Clique aqui para ler o artigo “Sistemas de alerta centrados nas pessoas: desafios para os cidadãos, cientistas e gestores públicos”.

 

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