El Niño deve elevar temperaturas e alterar regime de chuvas em todo o país 

Segundo previsão climática do MCTIC, regiões Norte e Nordeste devem ter chuvas abaixo da média nos próximos três meses.
por ASCOM - publicado 29/08/2018 15h07. Última modificação 20/05/2019 11h12.
El Niño deve elevar temperaturas e alterar regime de chuvas em todo o país 

Previsão é de bastante calor no território brasileiro entre setembro e novembro. Foto: Agência Brasil

O fenômeno El Niño deve impactar o clima nos próximos meses, elevando as temperaturas em todo o país e afetando o regime de chuvas nas regiões Sul, Norte e Nordeste. A avaliação é do Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Segundo a meteorologista Renata Tedeschi, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe), o El Niño influencia de forma diferente o regime de chuvas nas diversas regiões do país. No Sul, o fenômeno aumenta a ocorrência de chuva. Por outro lado, chove menos nas regiões Norte e Nordeste.

“É importante destacar que ainda não sabemos qual será a intensidade do El Niño, mas os modelos nos levam a crer que ele vá se formar no fim do ano. Como os ventos em toda a região tropical mudam, a umidade também é transportada para locais diferentes do esperado. Por isso chove muito mais no Sul do que no Norte e Nordeste, por exemplo”, explicou.

A previsão climática para os meses de setembro, outubro e novembro indica aumento da temperatura em todo o Brasil. “As previsões de temperatura normalmente indicam que os termômetros devem registrar valores acima da média, mesmo sem a ocorrência do El Niño, por causa do aquecimento global.”

O El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais na porção tropical do Oceano Pacífico, próximo à costa do Peru. Por isso, os padrões de vento são alterados em todo o planeta e, consequentemente, influenciam os regimes de chuvas e as temperaturas. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e Sociedade da Universidade Columbia (EUA), há 62% de chances de o fenômeno se concretizar.

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