Pesquisadores do ON descobrem que exoplaneta é viável para abrigar vida

Descoberto em 2017, Ross 128b é composto por minerais similares aos da Terra.
por ASCOM - publicado 09/07/2018 16h16. Última modificação 09/07/2018 16h21.
Pesquisadores do ON descobrem que exoplaneta é viável para abrigar vida

Exoplaneta está a 10 anos-luz distante da Terra. Foto: Reprodução da Internet

Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) descobriram que o exoplaneta Ross 128b, descoberto em 2017, tem características viáveis para abrigar vida. Segundo análise das características físicas e químicas do sistema extrassolar Ross 128, há muitas semelhanças do exoplaneta com o Sol e a Terra.

Segundo o estudo liderado pelo ON, o Ross 128b tem massa equivalente à do nosso planeta, está localizado na zona habitável da sua estrela e tem uma temperatura média na superfície da ordem de 21ºC. Além disso, está muito próximo da Terra, a 10 anos-luz (cada ano-luz corresponde a 9,46 trilhões de quilômetros). 

"No estudo, usamos modelos de formação planetária e verificamos que o exoplaneta deve ser composto por minerais similares aos da Terra, no entanto, com um núcleo um pouco maior", explica o pesquisador Diogo Souto.

O exoplaneta Ross 128b tem uma massa mínima 30% superior à massa terrestre, enquanto o seu raio é 10% maior que o da Terra. A razão entre a massa e o raio deste exoplaneta o coloca no grupo de planetas rochosos, assim como a Terra.

Além disso, a radiação que Ross128b recebe de sua estrela hospedeira é similar à que a Terra recebe do Sol. A estrela Ross 128 tem temperatura de 2.958ºC, quase a metade do nosso Sol (5.499ºC); raio de 145.401 km, o que corresponde a cerca de um quinto do raio do Sol. Ross 128b está a uma distância de 6 milhões de km de sua estrela, enquanto a Terra está a 150 milhões de km do Sol, aproximadamente.

"Nunca foi feito um estudo tão detalhado de uma estrela fria como a Ross 128. É difícil estudar estrelas frias assim porque o espectro óptico destes objetos apresenta fortes bandas moleculares que atrapalham a análise. Usando a espectroscopia no infravermelho, estas bandas são mais fracas, e é possível estudar as moléculas atômicas para extrair informações que ajudem a caracterizar a estrela", explica a pesquisadora Katia Cunha.

O estudo utiliza dados do projeto Sloan Digital Sky Survey (SDSS), do qual o Observatório Nacional participa.

A estrela Ross 128 é uma estrela de baixa temperatura, classificada como estrela anã M – tipo que corresponde a 65 a 75% das estrelas da nossa Galáxia, por isso é tão importante conhecer mais sobre elas.

O estudo foi publicado no Astrophysical Jornal Letters e está disponível aqui

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