Brasil deve seguir exemplos de países que avançaram em inovação, defende secretário

Para Maximiliano Martinhão, país avançou na produção de conhecimento, mas ainda precisa progredir nos rankings de inovação.
por ASCOM - publicado 13/06/2018 11h58. Última modificação 13/06/2018 12h02.
Brasil deve seguir exemplos de países que avançaram em inovação, defende secretário

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Para que o conhecimento produzido na academia se transforme em inovação, o Brasil deve seguir exemplos internacionais que deram certo. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Maximiliano Martinhão. Em participação no 3º Seminário sobre Diplomacia e Inovação Científica e Tecnológica, realizado nesta terça-feira (12), em Brasília, ele ressaltou que o país avançou na produção de conhecimento, mas ainda precisa progredir nos rankings de inovação.

“O Brasil precisa usar exemplos dos países que avançaram nos indicadores de inovação, aprender o que eles fizeram e como implantar isso no Brasil. Na produção de conteúdo científico, nós saímos da 60ª, 70ª posição e hoje, a depender do indicador, estamos na 13ª posição. No entanto, ainda não conseguimos avançar na transferência desse conhecimento para produzir inovação nas empresas”, descreveu.

O diretor do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), Eduardo Couto e Silva, afirmou que as políticas que incentivam o diálogo entre academia e empresas têm avançado no Brasil e citou como exemplo de sucesso, o trabalho da Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Silva também elogiou o investimento do governo nos laboratórios que compõem o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

“Quem tem instrumentação avançada lidera, atrai pessoas capacitadas de todo o mundo, e o governo federal percebeu isso. No CNPEM, nós temos exemplos como a planta-piloto de processos para biorrefinaria e o Sirius – o acelerador de partículas brasileiro. Toda essa instrumentação está disponível a universidades e centros de pesquisa e indústria. Temos hoje acordos com 150 instituições brasileiras e mais de 100 instituições de fora do Brasil representando 20 países”, explicou.

O embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada, citou medidas do governo japonês para incentivar a pesquisa e o desenvolvimento em empresas de diferentes portes. Entre elas estão incentivos tributários baseados no nível de pesquisa, um sistema de gerenciamento de risco e premiação de iniciativas e a criação de polos que reúnem centenas de institutos de pesquisa.

“O Brasil possui recursos naturais, território e pode melhorar sua competitividade ao criar um ambiente para atrair investimentos. Outra medida é convencer a população em geral, não só a elite, da importância da ciência e tecnologia”, avaliou.

Para o embaixador da Índia no Brasil, Ashok Das, o Brasil tem muito espaço para crescer e listou as iniciativas implantadas naquele país para atrair investimentos e produzir conhecimento científico, além dos programas que têm se destacado, como o lançamento de satélites, a criação de um sistema de navegação similar ao GPS, e a conectividade da população à internet.

“Temos um programa chamado Make in Índia, criado em 2014. O programa cobre várias áreas como energia, transporte, saúde, eletricidade. A ideia é firmar parcerias e internalizar essas novas tecnologias. Companhias do país e internacionais podem participar”, explicou.

O 3º Seminário sobre Diplomacia e Inovação Científica e Tecnológica foi uma realização conjunta entre o MCTIC e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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