Projeto do CTI Renato Archer recicla metais preciosos do lixo eletrônico

Por meio de uma série de processos físicos e químicos, são extraídos elementos como ouro, prata, cobre e paládio.
por ASCOM - publicado 28/02/2018 10h02. Última modificação 17/05/2019 16h54.
Projeto do CTI Renato Archer recicla metais preciosos do lixo eletrônico

Projeto do CTI Renato Archer recicla metais preciosos do lixo eletrônico. Foto: CTI Renato Archer

Uma pesquisa desenvolvida pelo Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer permite extrair metais preciosos do lixo eletrônico. Por meio de processos mecânicos, de hidrometalurgia e biometalurgia, o projeto Rematronic reaproveita materiais como ouro, prata, cobre e paládio, contidos em placas eletrônicas de computadores, celulares e tablets, além de separar e descartar corretamente os metais pesados desses componentes.

Iniciada em 2014, a iniciativa está na fase final, na qual será projetada uma planta industrial piloto com as diretrizes, tecnologias necessárias, custos e viabilidade do negócio. O Rematronic contou com um investimento de R$ 8 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em conjunto com um parceiro da iniciativa privada, a Gestora de Resíduos Industrial (GRI), empresa de São Paulo que vai deter parte da propriedade intelectual da tecnologia.

Segundo um dos coordenadores do projeto, o engenheiro eletrônico Marcos Pimentel, o Brasil ganha ao dominar o reaproveitamento do lixo eletrônico, que traz receitas maiores do que a exportação dos componentes usados. O CTI também busca novas parcerias para continuar desenvolvendo a tecnologia e aplica-la em outros equipamentos eletrônicos.

“Nós temos um contrato com a GRI para reciclagem das placas eletrônicas, mas, com esse know-how, podemos dar uma solução para outros tipos de resíduos, como pilhas, baterias e outros resíduos eletrônicos”, diz.

Ambientronic

O projeto de pesquisa faz parte do programa Ambientronic, criado pelo CTI Renato Archer em 2006. Desde então, a unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) tem firmado acordo com as principais entidades da indústria eletrônica, a fim de capacitar recursos humanos e criar normas e soluções de produção, descarte e reciclagem de equipamentos eletrônicos.

“O descarte do resíduo sólido na natureza é um problema para o meio ambiente e de saúde pública, em que a solução vem pelo investimento em tecnologia. Quanto mais tecnologia você usa, mais retorno econômico a reciclagem dos resíduos gera”, afirma Pimentel.

Também coordenam o Rematronic o físico Sebastião Eleutério Filho e o químico José Rocha.

 

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