Olimpíada científica abre inscrições aos estudantes dos ensinos fundamental e médio

por ASCOM - publicado 07/02/2018 12h57. Última modificação 20/02/2018 15h43.
Olimpíada científica abre inscrições aos estudantes dos ensinos fundamental e médio

Professor Canalle no plenatário do OBA

Ao observar o céu à noite, você fica curioso sobre como as estrelas se formam, evoluem e morrem? Você se interessa sobre buracos negros, big bang e cosmologia? Então, o seu lugar é na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Fique atento, pois a edição desse ano, a vigésima primeira, já está com as inscrições abertas para as escolas de todo o país. A OBA é coordenada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e conta com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Universidade Paulista (Unip), a Avibras e a Visiona também apoiam a competição.

Realizada em fase única, a olimpíada acontece no dia 18 de maio e é voltada para todos os estudantes dos ensinos fundamental e médio. Escolas públicas e particulares que ainda não participam já podem se cadastrar pelo site www.oba.org.br. O prazo para inscrições de escolas vai até o dia 18 de março.

Em 21 anos de existência, a OBA já superou a marca dos 8,5 milhões de participantes e distribui, anualmente, cerca de 40 mil medalhas. A edição de 2017 teve a participação de 665.131 estudantes de 7.291 escolas de todos os estados do Brasil e do Distrito Federal, além de duas do Japão. O objetivo da OBA, de acordo com o astrônomo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador nacional do evento, João Batista Garcia Canalle, é levar “a maior quantidade de informações sobre as ciências espaciais para a sala de aula, despertando o interesse nos jovens”.    

A olimpíada é dividida em quatro níveis - os três primeiros são para alunos do ensino fundamental e o quarto para os do ensino médio - e a prova é composta por dez perguntas: sete de astronomia e três de astronáutica. A maioria das questões é de raciocínio lógico. As medalhas são distribuídas conforme a pontuação obtida por cada nível. Os melhores classificados na OBA representam o país nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2019. E os participantes dessa edição ainda vão concorrer a vagas nas Jornadas Espaciais, que acontecem em São José dos Campos (SP), onde os participantes recebem material didático e assistem a palestras de especialistas.

Mostra

Além do OBA, a 12ª Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) também está com inscrições abertas. O evento avalia a capacidade dos estudantes de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet, de tubo de papel ou de canudo de refrigerante. A MOBFOG é voltada aos alunos dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas e particulares de todas as regiões do país. Jovens que concluíram o ensino médio podem participar, desde que representando a instituição na qual se formaram, com a concordância da mesma.

O evento acontece dentro da própria escola e tem quatro níveis. A novidade deste ano é que professores também poderão construir e lançar foguetes de papel, mas sem concorrer a prêmios. As inscrições para as instituições que ainda não participaram da OBA e da MOBFOG também vão até 18 de março. O cadastro é único para os dois eventos e deve ser feito na página da OBA na internet.

Os estudantes do ensino médio que conseguirem lançar seus foguetes acima de 100 metros serão convidados para a Jornada de Foguetes (no máximo uma equipe por escola), evento anual que reúne alunos de todo país na cidade de Barra do Piraí, no interior do Rio de Janeiro. Em 2017, a MOBFOG contou com 94.516 alunos. Para essa edição são esperados mais de cem mil alunos.

Os foguetes devem ser elaborados e lançados individualmente ou em equipe. Após o dia 18 de maio (data da prova da OBA), a escola deverá informar os nomes dos participantes e os alcances obtidos por seus foguetes. No final, todos, incluindo professores e diretores, recebem um certificado e os estudantes que alcançarem os melhores resultados receberão medalhas.

Os alunos do nível 1 (do 1º ao 3º ano do ensino fundamental) lançam foguetes construídos com canudinhos de refrigerantes. Os do nível 2 (do 4º ao 5º ano do fundamental) elaboram foguetes com tubinhos de papel. Já os alunos do nível 3 (do 6º ao 9º ano) constroem foguetes com garrafas PET, mas usam somente água e ar comprimido para lançá-los.

Os alunos do ensino médio também fazem foguetes de garrafa PET, mas com um elemento mais complexo, pois têm que usar combustível químico, ou seja, vinagre e bicarbonato de sódio. Durante o trabalho, os participantes aprendem, na prática, a famosa Lei da Física da Ação e Reação, de Isaac Newton. Além de desenvolverem os foguetes, os estudantes terão que construir a base de lançamento. Aos professores é oferecido, como opcional, um foguete de papel que atinge cerca de 150 metros de alcance horizontal. Os resultados serão obtidos por meio das distâncias medidas ao longo da horizontal entre a base de lançamento e o local de chegada dos foguetes.

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