Presidente da Finep defende mais investimentos do setor privado em inovação

por ASCOM - publicado 13/09/2017 14h35. Última modificação 13/09/2017 14h37.
Presidente da Finep defende mais investimentos do setor privado em inovação

Presidente da Finep, Marcos Cintra, em palestra na FGV, no Rio de Janeiro. Fonte: Finep

O aumento de apenas 1% nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento gera um crescimento de 9,92% do Produto Interno Bruto, afirmou o presidente da Finep, Marcos Cintra, em palestra nesta terça-feira (12) na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. “Pela primeira vez em toda a história do pensamento econômico, chegou-se a um consenso: o desenvolvimento econômico de qualquer nação tem sua base fundamental em ciência, tecnologia e inovação”, ressaltou.

Ele lembrou que, embora o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação tenha triplicado seu tamanho nos últimos 15 anos, os resultados produzidos pela ciência brasileira não têm alavancado novos produtos e processos nas empresas. “Em termos percentuais, o governo tem investido em institutos de pesquisa no mesmo patamar de países desenvolvidos, mas não estamos sendo capazes de transformar conhecimento científico e tecnológico em inovação, em valor. Nosso principal desafio é atrair investimentos privados para as atividades de pesquisa e desenvolvimento.”

De acordo com o presidente da Finep, atualmente, o Brasil investe 1,27% do PIB em P&D – pouco menos da metade desses investimentos vem do setor privado. Na Coreia do Sul, um dos países que mais injetam recursos na área, o mercado é responsável por cerca de 80% dos investimentos.

“Os investimentos em educação ainda deixam lacunas importantes, principalmente na formação de engenheiros e nos resultados da educação básica. Enquanto o Brasil forma 288 engenheiros por milhão de habitantes, a Coreia do Sul gradua 1.789”, explicou.

Para ele, o ambiente econômico e de negócios instável, o mercado nacional altamente protegido e a baixa cooperação entre institutos de pesquisa e empresas completariam o quadro. “Se não tivermos instituições sólidas, estáveis e desburocratizadas, dificilmente o setor privado vai aumentar o nível de investimentos em P&D”, concluiu.

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