Agências e ministérios compartilham dados sobre gestão da água

Representantes do MCTIC, do Ministério das Cidades, da ANA e da Adasa participaram de seminário sobre o uso eficiente de recursos hídricos.
por ASCOM - publicado 04/09/2017 19h05. Última modificação 08/09/2017 17h41.
Agências e ministérios compartilham dados sobre gestão da água

Representantes da ANA, Adasa e Ministério das Cidades falaram sobre a necessidade de gestão integrada, a conservação e o uso eficiente dos recursos hídricos. Fonte: Ascom/MCTIC

Um panorama da crise global de água foi apresentado nesta segunda-feira (4) durante seminário promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) e do Ministério das Cidades falaram sobre a situação brasileira e a necessidade de promover uma gestão integrada, a conservação e o uso eficiente dos recursos hídricos.

O diretor de Gestão Estratégica do MCTIC, Johnny Santos, definiu como vital a gestão integrada dos recursos hídricos. “A história da humanidade está diretamente associada com a água, desde a ocupação do território, com o surgimento das cidades e os movimentos migratórios, até o desenvolvimento econômico e social dos povos, incluindo a questão sanitária”, disse.

Ele abordou a relevância do tema na agenda de pesquisa do país, ao destacar que água é um dos 12 temas prioritários da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti), válida de 2016 a 2022, e serve de eixo para o fundo setorial CT-Hidro, destinado a financiar estudos e projetos com recursos hídricos, para aperfeiçoar diversos usos, de modo a assegurar à atual e às futuras gerações alto padrão de qualidade e utilização racional, com vistas ao desenvolvimento sustentável e à prevenção contra fenômenos hidrológicos críticos. “O CT-Hidro tem como fonte a compensação financeira recolhida por empresas geradoras de energia elétrica”, informou.

Santos lembrou que Brasília sedia, em março de 2018, o 8º Fórum Mundial da Água. Realizado a cada três anos, o evento já passou por França, Holanda, Japão, Marrocos, México e Turquia. A sétima edição ocorreu em 2015, na cidade sul-coreana de Daegu.

Diagnóstico

Já o superintendente de Operações e Eventos Críticos da ANA, Joaquim Gondim, ressaltou a necessidade de se estabelecer planos de segurança hídrica. “Na operação de sistemas, deve-se considerar o risco de ocorrência de eventos extremos: secas e inundações, além de acidentes”, apontou. “As condições estatísticas extremas podem ser evitadas por custos muito altos, mas é possível planejar estes cenários para se obter maior resiliência.”

Para Gondim, é importante aumentar a capacidade de resposta das cidades diante aos eventos de seca, que, nas palavras dele, tendem a ocorrer com maior frequência e em maior intensidade em decorrência da mudança do clima. “Devemos estar preparados para as crises atuais, a fim de sermos capazes de enfrentar os desafios que virão”, concluiu.

O superintendente de Recursos Hídricos da Adasa, Rafael Mello, lembrou que a agência reguladora e fiscalizadora foi criada há apenas 13 anos para tentar distribuir a pouca água disponível aqui. “Atuamos na gestão da crise hídrica que o Distrito Federal vem vivendo. A média histórica da pluviosidade é de 1.400 milímetros. Entretanto, nos últimos anos, observou-se redução marcante em todo o território. Dados colhidos pelas 14 estações pluviométricas da Adasa mostram que as chuvas se concentram na parte norte-noroeste, enquanto a região dos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria registraram volumes menores.”

Representante do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o analista de infraestrutura Sergio Abreu, do Ministério das Cidades, tratou do programa Interáguas, “esforço brasileiro na tentativa de se buscar uma melhor articulação e coordenação de ações”. O SNIS possui uma base de dados sobre a prestação de serviços de água e esgoto, de manejo de resíduos sólidos urbanos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.

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